Dentro do meu peito, esse amor foi cremado. Eu sentiria sua falta, como alguém que perdeu um ente querido, e todas essas cinzas formariam uma lama desacelerando meu coração, com todas as lágrimas já choradas pela dor da sua ausência.
E mesmo que novamente tu mostrasses toda a luz que havia em sua chegada, nada seria o suficiente. Como se houvesse uma barreira de vidro, cheiros e vozes nunca chegariam a mim, porque por meu ser, não mais involuntariamente, tudo é repelido. Não pela falta de amor, mas por excesso do tal, amor cansado, amor sentido.
Sentido pela partida, pelo frio e solidão. Amor cansado de viver no silêncio. Amor que foi procurar ser de outro alguém.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
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2 comentários:
Lindo demais, Dani.
Concordo com a Fran.
Adorei a lama, eu mesmo já me sujei muito dessa lama.
Mas nada que um bom banho de chuva não resolva.
Belo texto.
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